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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A história do Camarão.

         
          Ainda, pagando minhas dívidas, dessa vez trago a história de um petisco que foi solicitado pela amiga Claudinha, a mesma me confidenciou gostar de degustar um bom prato de camarões fritos, enquanto proseia com amigos. Sendo assim segue o que pôde ser encontrado.


História do Camarão.




          O termo camarão (do latim cammārus, caranguejo do mar, camarão, lagostim, derivado do grego kámmaros, ou kámmoros) é a designação comum a diversos crustáceos da ordem dos decápodes, podendo ser marinhos ou de água doce. Os camarões constituem esplendido alimento, rico em proteínas e sais minerais. Possuem também certa percentagem de iodo.
          O camarão-verdadeiro (Penaeus brasiliensis) é de cor cinza-clara, sendo espécie muito freqüente entre nós. A fecundação dos camarões é externa, o macho fecunda os óvulos após a postura e os ovos são mantidos entre as pernas abdominais da fêmea, durante todo o período da incubação. Algumas espécies são conhecidas: O Camarão-Rosa (Penaeus brasiliensis) trata-se de um camarão de cor vermelha-escura, com pontuação de cor ainda mais carregada. Chega a alcançar 18 centímetros de comprimento e é também chamado de camarão-branco ou vila-franca. O Camarão-Sete-Barbas (Xyphopenaeus krogeri), camarão que mede de 7 a 8 centímetros de comprimento. É erroneamente, chamado de "sete barbas", pois tem apenas 6, sendo chamado na França "sixbarbes".
          Encontrado em mares, junto das costas marítimas, nos leitos lamacentos dos riachos, rios e lagoas, bem como nos alagados deixados pelas marés. Geralmente habita o fundo e nada para frente com o auxílio dos pés abdominais, mas quando amedrontado, move-se rapidamente para trás. Existem camarões que se especializaram em limpar brânquias de peixes, removendo ectoparasitas e detritos, que usam como alimento.

          No século 7, camarão e outros frutos do mar compôs a maioria da dieta dos chineses, e ainda o faz hoje.


          Em 1280, Marco Polo comentou sobre a abundância de frutos do mar em mercados chineses, incluindo o camarão. Tem-se notícias de informações sobre a cultura do camarão também no século 17, onde os moradores pantaneiros da Louisiana utilizavam um cercado de até 2.000 metros de circunferência para pegar o crustáceo.

          O camarão é utilizado em praticamente todo tipo de prato, caldos, sopas, massas, recheios, pastéis, fritos e outros pratos mais sofisticados, tais como bobó e vatapá, pratos característicos da cozinha baiana.

          Seguem algumas receitas entre elas o tradicional Bobó, do vatapá e o camarão frito, pedido da amiga Claudia e motivo pelo qual chegamos a essa história.

Bobó.


          É um prato da culinária brasileira popular na cozinha da Bahia, de origem africana. Trata-se de um creme pouco consistente feito de mandioca, etc., cozidos e amassados com azeite-de-dendê, pimenta, sal e um pouco de camarão seco. Pode ser servido quente, morno ou frio, como prato principal ou como acompanhamento.

          O bobó de inhame e o de vinagreira são os mais antigos, preparados desde o século XVII. Depois, foram sendo sofisticados com o acréscimo, à massa básica, de frutos do mar (camarão fresco, caranguejo desfiado, mexilhão, bacalhau, etc.), previamente refogados.

          O atual bobó de camarão, prato de renome, também tem, entre seus ingredientes mandioca e leite de coco.

 Bobó de Camarão carioca.


 

Ingredientes:




1 quilo de camarões com casca


1 quilo de aipim (mandioca) cozida


2 cebolas grandes picadas


1/2 molho de coentro


300 g de molho de tomate


sal à gosto


azeite de oliva quanto baste.



Modo de fazer:




Leve o camarão ao fogo com um pouco de sal, sem acrescentar água, numa panela grande. Espere ficar vermelho e a água (que escorre naturalmente do camarão secar). Feito isso, descasque os camarões (guarde as cabeças para preparar um bom caldo). Leve uma cebola ao fogo para refogar com um pouco de azeite, junte as cabeças de camarão e um litro de água. Depois de apurar, passe por uma peneira e reserve o caldo.

Refogue a outra cebola em azeite, junte os camarões e o molho de tomate, espere apurar. Bata o aipim no liquidificador (aos poucos) com o caldo reservado (se necessário junte mais água).Junte o aipim batido aos camarões na panela e espere ferver bem e apurar o sabor. Prove o sal e acrescente o coentro picado e mais azeite. Se gostar junte 100 ml de leite de coco. Sirva com arroz branco.




Bobó de camarão diferente.


Para 4-6 porções


Ingredientes:



700g camarão médio


700g mandioca, limpa e sem casca, cortada em pedaços


½ cebola grande partida ao meio, em pedaços


1 cenoura picada


4 colheres (sopa) de azeite


2-3 dentes de alho picadinhos


½ cebola grande picadinha


1 pimentão vermelho picadinho (sem sementes nem pele)


400g de tomates sem pele e sem semente


1 colher (chá) de pimenta vermelha picada sem sementes


200ml de leite de coco


sal a gosto


1 xícara (chá) salsinha picadinha.




Modo de Fazer:



Lave bem os camarões, retire as cascas e as cabeças e os rabinhos e reserve.


Em uma panela com 2 litros de água, coloque as cascas, cabeças e rabinhos para ferver, em fogo baixinho, por 1 hora. Apague o fogo, coe o caldo e jogue fora o que ficou na peneira.


Nesta mesma panela, coloque o caldo de camarões, a mandioca em pedaços, a cebola, a cenoura e deixe ferver, cozinhando em fogo baixo até a mandioca ficar macia. Junte água fervendo se necessário.


Retire a mandioca, e coe o caldo que se formou na panela.


Bata no liquidificador metade da mandioca com 1 xícara (chá) do caldo morno, até obter um mingau grosso. Junte mais caldo se ficar difícil de liquidificar.


Pique a outra metade da mandioca e reserve.


Em uma panela (a mesma que foi utilizada para ferver a mandioca...) coloque 2 colheres de azeite e o alho, deixando refogar um pouco e junte os camarões, misturando por 2 minutos, retire para um refratário e reserve. Na mesma panela, coloque o final do azeite e junte a cebola picadinha e o pimentão, tempere com um tantinho de sal e deixe refogar. Adicione então o tomate, a mandioca batida, a picada reservada, a pimenta e o leite de coco. Deixe ferver bem, em fogo baixo, até formar um molho grosso e saboroso, mexendo de vez em quando; junte os camarões, e deixe mais um pouco no fogo até os camarões ficarem cozidos - mas não deixe que fiquem duros...! Verifique o sal, junte a salsinha e sirva imediatamente.



Vatapá.




Ingredientes:




70g de camarão seco defumado


250g de postas de peixe branco


½cebola cortada em rodelas


1tomate sem pele cortado em cubos


2colheres (chá) de coentro empPó


½xícara (chá) de pimentão verde


1colher (chá) de pimenta calabresa em flocos


20mL de suco de limão


3colheres (sopa) de azeite de dendê


½xícara (chá) de castanha de caju torrada


½xícara (chá) de amendoim descascado


1colher (chá) de gengibre ralado


2unidades de pão de forma sem casca


½xícara (chá) de leite de coco


½xícara (chá) de água


sal e pimenta do reino preta a gosto






Modo de Fazer:




Deixe o camarão de molho até dessalgar


Torre o amendoim e retire a pele


Tempere as postas de peixe com sal e pimenta do reino e reserve


Em outra panela, refogue a cebola, o tomate, o coentro em pó e o pimentão na metade do azeite de dendê


Acrescente as postas por cima do refogado e deixe cozinhar por mais 5 minutos


Em seguida, salpique com pimenta calabresa


Regue com suco de limão e a outra metade do azeite de dendê


Tampe a panela, leve ao fogo médio e cozinhe até que fique macio


Retire do fogo e separe as postas do molho


Corte as postas em pedaços pequenos e reserve


Misture ao molho o camarão seco, a castanha de caju, o amendoim e o gengibre


Coloque no processador sem moer muito.




Filé de peixe com molho de camarão.









1 kilo do peixe da sua preferência


2 limões


sal a gosto


2 dentes de alho


2 cebolas médias


2 colheres de sopa de coentro (opcional)


500 g de polpa de tomate


500 g de camarões


farinha de trigo para empanar o peixe


óleo para fritar


azeite de oliva


pimenta malagueta ou dedo de moça (opcional0






Lave bem o peixe, tempere com limão, alho e sal. Reserve. Depois de meia hora passe o peixe na farinha de trigo e frite em uma panela funda e não muito grande ( o segredo é que o peixe deve ficar mergulhado totalmente no óleo).


Depois de dourado, escorra em papel absorvente.


O molho de camarão é bem simples. Tempere os camarões com sal e limão.Refoque a cebola no azeite até murchar um pouco e junte os camarões e uma pitada de sal. Deixe fritar por uns 3 minutos e junte o molho de tomate, a pimenta, o coentro. deixe ferver por cinco minutos e corrija o sal.


Sirva o peixe acompanhado do molho de camarão com puré de batatas ou arroz branco.



Camarão Frito.




Ingredientes


• 1 kg de camarão médio com casca


• 2 dentes de alho picados


• suco de 1 limão


• 1/3 de xícara de óleo


• sal a gosto


Modo de Preparar


Tempere o camarão com o alho, o suco de limão e sal. Coloque na água fervente por 2 minutos e escorra. Esquente o óleo e frite o camarão até que fique dourado.


Rendimento: 6 porções

Fontes:



http://tudogostoso.uol.com.br


http://docelaurinha.blogspot.com/2008/04/bob-de-camaro.html


pt.wikipedia.org/wiki/Bobó


http://saborehistorias.blogspot.com/2010/01/bobo-de-camarao.html





Bobó de camarão na moranga.

domingo, 9 de janeiro de 2011

História do Acarajé.

História do Acarajé.



Continuando com nossa seção de culinária histórica e “pagando” dívidas a meus amigos, trago agora a história do acarajé, para nada menos que um companheiro que apesar de gostar muito de Yakisoba, é baiano de Santo Amaro da Purificação, como Caetano e Gal e me falou que seu petisco de botequim favorito era o Acarajé. Nada menos que o companheiro Walter Mangueira. Segue então o que consegui sobre tal iguaria.

É dedicada a Iansã, deusa dos ventos e das tempestades, e senhora dos raios e também dona da alma dos mortos. A ela são oferecidos os bolinhos feitos de feijão fradinho e fritos no azeite de dendê, chamado acarajé. Segundo a lenda, a deusa dos ventos, mulher de Xangô, foi a casa de Ifá, buscar um preparado para seu marido. Ifá entregou o encantamento e recomendou que quando Xangô comesse fosse falar para o povo. Iansã desconfiou e provou o alimento antes de entregá-lo ao marido, nada aconteceu, quando chegou em casa entregou o preparado ao marido, lembrando o que Ifá dissera, Xangô comeu e quando foi falar ao povo, começaram a sair labaredas de fogo da sua boca, Iansã ficou aflita e correu para ajudar o marido gritando Kawô Kabiesilé. Foi então que as labaredas começaram a sair da sua boca também. Diante do ocorrido o povo começou a sauda-los: Obá anlá Òyó até babá Inà, ou seja, grande rei de Oyó, rei de pai do fogo. Essa história do Candomblé explica o nome do acarajé, que vem do iorubá akárà (bola de fogo) e jè (comer).

Manuel Raymundo Querino(1) em A arte culinária na Bahia, de 1916, conta, na primeira descrição etnográfica do acarajé, que "no início, o feijão fradinho era ralado na pedra, de 50 cm de comprimento por 23 de largura, tendo cerca de 10 cm de altura. A face plana, em vez de lisa, era ligeiramente picada por canteiro, de modo a torná-la porosa ou crespa. Um rolo de forma cilíndrica, impelido para frente e para trás, sobre a pedra, na atitude de quem mói, triturava facilmente o milho, o feijão, o arroz".
O acarajé dos Iorubás da África ocidental (Togo, Benin, Nigéria, Camarões) que deu origem ao brasileiro é por sua vez semelhante ao Falafel árabe inventado no Oriente Médio. Os árabes levaram essa iguaria para a África nas diversas incursões durante os séculos VII a XIX. As Favas secas e Grão de bico do Falafel foram alternados pelo feijão-fradinho na África.

Acarajé de orixá


Acará, Akará ou Acarajé, comida ritual do Candomblé.

Acarajé, comida ritual da orixá Iansã. Na África, é chamado de àkàrà que significa bola de fogo, enquanto je possui o significado de comer. No Brasil foram reunidas as duas palavras numa só, acara-je, ou seja, “comer bola de fogo”. Devido ao modo de preparo, o prato recebeu esse nome.

O acarajé, o principal atrativo no tabuleiro, é um bolinho característico do candomblé. Sua origem é explicada por um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas,Oxum e Iansã. O bolinho se tornou, assim, uma oferenda a esses orixás. Mesmo ao ser vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, pelas baianas, como uma comida sagrada. Por isso, a sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos-de-santo.

O acarajé é feito com feijão fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca. Após retirar toda a casca, passar novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um pouco de sal.

O segredo para o acarajé ficar macio é o tempo que se bate a massa. Quando a massa está no ponto, fica com a aparência de espuma. Para fritar, use uma panela funda com bastante azeite-de-dendê ou azeite doce.

Normalmente usam-se duas colheres para fritar, uma colher para pegar a massa e uma colher de pau para moldar os bolinhos. O azeite deve estar bem quente antes de colocar o primeiro acarajé para fritar.

Esse primeiro acarajé sempre é oferecido a Exu pela primazia que tem no candomblé. Os seguintes são fritos normalmente e ofertados aos orixás para os quais estão sendo feitos.

O acará Oferecido ao orixá Iansã diante do seu Igba orixá é feito num tamanho de um prato de sobremesa na forma arredondada e ornado com nove ou sete camarões defumados, confirmando sua ligação com os odu odi e ossá no jogo do merindilogun, cercado de nove pequenos acarás, simbolizando "mensan orum" nove Planetas. (Orum-Aye, José Benistes).

O acará de xango tem uma forma Ovalar imitando o cágado que é seu animal preferido e cercado com seis ou doze pequenos acarás de igual formato, confirmando sua ligação com os odu Obará e êjilaxeborá.

Há quatorze anos o Dia da Baiana de Acarajé faz parte do calendário de homenagens oficiais da Bahia, agora passa a ser nacional. É comemorado no dia 25 de novembro.

Forte registro de identidade cultural baiana, a baiana de acarajé identifica e é identificada pela cultura baiana.

Segundo a Revista de História da Biblioteca Nacional, as primeiras baianas de acarajé foram africanas, escravas alforriadas, ainda na época do Brasil Colônia.

O acarajé, na sua origem só poderia ser vendido pelas filhas de santo de Iansã ou Santa Bárbara. A massa de bolinho de feijão fradinho, cebola e sal, frita no azeite de dendê- era feita no próprio terreiro de onde a baiana saia com todas as obrigações a serem cumpridas a seu Orixá.

Hoje, a venda do acarajé tornou-se um importante comércio, com cerca de quatro mil baianas espalhadas por vários pontos fixos que se tornaram verdadeiros pólos de atração turística e gastronômica,sem que aja uma ponte com o candomblé.

A figura da baiana de acarajé ficou imortalizada no imaginário popular brasileiro graças à divulgação feita por três importantes personalidades da cultura baiana: Dorival Caymmi (“O que é que a baiana tem?”), Ary Barroso (“No tabuleiro da Baiana”) e Carmem Miranda (que popularizou no mundo todo o traje da baiana).

E por falar em Carmem Miranda, a mesma imortalizou o sucesso de 1936 “ No tabuleiro da baiana” de Ary Barroso, mineiro de Ubá que viveu no Rio, é "cult" até hoje.


"Vatapá, caruru, mungunzá" são algumas das iguarias cantadas em verso, mas o tabuleiro também tem acarajé, o bolinho bem típico preparado por 4.000 baianas, a caráter, nas ruas de Salvador.

Primeira capital brasileira, São Salvador da Bahia de Todos os Santos remonta a 1501. Já a culinária afro-baiana é legado das escravas cozinheiras que, no período colonial, carregavam na cabeça os tabuleiros em que comercializavam petiscos como o acarajé, o abará e o vatapá, e doces, como as cocadas.

A Abolição, em 1888, deu novo impulso ao negócio; as baianas, que também faziam o acarajé como oferendas para Iansã no candomblé, a deusa dos raios e das tempestades, sofisticaram os seus tabuleiros e passaram a preparar à frente do freguês as iguarias soteropolitanas.

Os hábitos alimentares de uma região são considerados um espelho e uma parte integrante da própria imagem da sociedade. As permanências de determinados hábitos alimentares e práticas gastronômicas cria um panorama cultural, que delineia as cozinhas regionais. Através do alimento, podemos identificar uma sociedade, uma cultura, uma classe social, ou uma época.

No Brasil o órgão responsável pela preservação do patrimônio cultural é o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), vinculado ao Ministério da Cultura. Poucos sabem, mas este órgão também protege alimentos – que são registrados como Patrimônio Imaterial. O acarajé, a moqueca capixaba e os queijos artesanais de Minas já foram registrados como patrimônios imateriais, ou seja, eles não podem mais ser descaracterizados pela evolução natural dos processos de produção e venda. Também são exemplos de Patrimônios Imateriais: o Samba de Roda do Recôncavo Baiano, o Frevo, a Roda de Capoeira, as Matrizes do Samba no Rio de Janeiro entre outros.

A UNESCO considera como sendo manifestações de Patrimônio Cultural Imaterial as tradições, o folclore, os saberes, as técnicas, as línguas, as festas e diversos outros aspectos e manifestações, transmitidos oral ou gestualmente, recriados coletivamente e modificados ao longo do tempo.

O Patrimônio Cultural Imaterial é passado de geração para geração e recriado pelas comunidades em função de seu ambiente e de sua história. Essa “riqueza simbólica” gera um sentimento de pertencimento e de respeito à diversidade cultural brasileira.

No ano de 2006, o Ofício das Baianas de Acarajé, em Salvador, Bahia entrou no Livro dos Saberes. O Ofício consiste em uma prática tradicional de produção e venda em tabuleiro das chamadas comidas de baiana ou comidas de azeite, em que se destaca o acarajé – um bolinho de feijão fradinho, frito no azeite de dendê. O preparo do acarajé remonta ao período colonial. De origem sagrada, associada ao culto de divindades do candomblé, esta comida popularizou-se e passou a marcar toda a sociedade baiana como um valor alimentar integrado à culinária regional.

O acarajé faz parte de um conjunto cultural bastante amplo. Dessa forma, são considerados elementos essenciais do Ofício das Baianas do Acarajé os rituais envolvidos na produção do acarajé, na arrumação do tabuleiro, na preparação do lugar onde as baianas se instalam e uso de trajes próprios.

Notas:
(1) Nascido em Santo Amaro em 28 de julho de 1851. Artesão, artista, abolicionista, jornalista, líder operário, político, educador, professor de desenho industrial e pesquisador, fundador da historiografia da arte baiana, defensor dos terreiros de Candomblé. Foi o primeiro intelectual afro-brasileiro a destacar a contribuição do africano e seus descendentes à civilização brasileira.

Bibliografia:



pt.wikipedia.org/wiki/Acarajé

omadee.blogspot.com/.../historia-do-acaraje

www.culturabaiana.com.br/dia-da-baiana-de-acaraje-dia-25-de-novembro

www.pelopelourinho.blogspot.com

http://diario-da-tereza.blogspot.com/2010/02/patrimonios-culturais-imateriais.html

http://vilamulher.terra.com.br/

A história e origem dos Peixes.

A história e origem dos Peixes.





Dando seqüência a nossos pratos de botequim iniciados no ano passado, em conversa com o amigo Zé Luis, o mesmo me confidenciou ter uma certa predileção por “beliscar” um peixinho frito de tira-gosto, fato esse que pude acompanhar quando da inauguração do Restaurante de frutos do mar: Peixe do Ravel, na Vila Emil (Mesquita – RJ) no ano passado, ao vê-lo acompanhado de amigos, umas cervejas geladas, um bom papo e muito peixe frito para acompanhar.


Sendo assim estava em dívida com o amigo da história do Peixe, já que nosso propósito é além de culinário, fazer nosso blog ser também cultural. Portanto segue o que pude pinçar em nível de história para esse assunto.

A origem dos peixes : uma história contada a mais de
500 milhões de anos.

“Somos apenas peixes altamente avançados” (John A. Long). Uma das contribuições mais importantes para o percurso evolutivo do homem, foi a jornada dos peixes dos mares arcaicos para dar origem às criaturas terrestres. A evolução dos peixes tende a ser, muitas vezes, esquecida quando se conta a história da evolução dos vertebrados e, em particular, da espécie mais bem sucedida do planeta. Daí que me pareça oportuno revelar uma parte do nosso passado eventualmente desconhecido para a maioria dos leitores.

A enorme diversidade de peixes tal como conhecemos hoje com variadíssimas formas, cores, dimensões e estratégias de vida parece-nos um dado adquirido no entanto, nem sempre foi assim.

Tudo terá começado há cerca de 500 milhões de anos, muito antes dos Dinossauros povoarem a terra, no período Jurássico (há 205 milhões de anos), passando por diversas fases de um processo dinâmico de génese, adaptação e extinção. A história evolutiva dos peixes é tão mais impressionante como quando foi trilhada, enquanto continentes e clima se modificavam dramaticamente, ao mesmo tempo que ocorriam extinções em massa e transformações profundas da fauna e flora que moldaram a face do planeta.

Reconstruir o percurso evolutivo dos peixes até aos nossos dias é um desafio só possível graças “às histórias” gravadas na rocha (fósseis) que perduraram por milhões de anos, esperando pacientemente até serem novamente trazidas à luz. Alguns destes fósseis podem corresponder a peixes inteiros ou a uma simples escama, dentes ou pequenos ossos, que se vão encaixando num grande quebra-cabeças, graças à perseverança dos paleontologistas.

Segundo estes especialistas, o antepassado mais antigo dos peixes, parece ter sido um pequeno “monstro” em forma de minhoca, chamado Pikaia, proveniente do período Cambriano médio (540 a 510 milhões de anos) descoberto no Canadá. Pikaia, já possuia algumas das características únicas dos vertebrados contudo, a forma como este parente ancestral terá evoluído até aos primeiros peixes com coluna vertebral permanece um mistério, não obstante as diversas teorias existentes.

Desde a antiguidade que o homem busca alimentos no mar, rios e lagos. A pesca é uma arte muito antiga, uma forma que o Homem desde sempre utilizou para procurar alimentos. Para os fenícios e cartagineses, o peixe constituía a base principal da sua alimentação.

Na mesa dos gregos e dos romanos era possível encontrar mais de 130 variedades de peixes, entre os quais moluscos, crustáceos e mariscos. Em Roma e Atenas era até considerado vulgar, enquanto que a carne era vista como elemento nobre, que só alguns poderiam dar-se ao luxo de comer. O povo alimentava-se, então, de sardinhas, cavalas e carapaus.

Durante a Idade Média e a época renascentista, o consumo de peixe desenvolveu-se ainda mais, nomeadamente durante a quaresma e as vigílias religiosas. Em regiões costeiras consumia-se peixes de mar e em regiões interiores e montanhosas pescava-se em rios e lagos. Ao longo dos tempos, o consumo de peixe foi diminuindo em relação à carne, acompanhando assim a melhoria de vida dos povos.

A história evolutiva dos peixes, e a nossa, estaria incompleta se não falasse de uma das descobertas mais importantes do século XX. Em 1938, Marjory Courtenay-Latimer, enquanto procurava, num mercado ribeirinho próximo de East London na África do Sul, especímes para o Museu onde trabalhava deparou-se com um achado assombroso. A Jovem Ictiologista, dava ao mundo um fóssil vivo, o Celacanto (1) , Latimeria chalumnae, o único representante vivo da subclasse Crossopterigi, supostamente extinta há 50 milhões de anos.

Esta extraordinária descoberta trouxe à luz do dia uma das principais evidências para explicar as origens dos animais terrestres com locomoção quadrúpede. O Celacanto possui as estruturas óssea da pélvis e ombro suficientemente robustas para, facilmente, se adaptarem à locomoção terrestre e consegue mover um par de barbatanas peitorais (equivalente braços) e um par de barbatanas pélvicas (equivalente a pernas) de forma totalmente independente, como os animais de quatro patas. Na realidade, supôe-se que terá sido um parente muito próximo do Celacanto, um osteolepiforme, que terá dado origem aos primeiros anfíbios. Por sua vez, a diversificação dos anfíbios acabou por dar origem ao primeiro proto-réptil, há cerca de 320 milhões de anos. “O resto da evolução dos vertebrados foi simples, por comparação, sendo meramente a história das linhagens que vingaram a partir do padrão básico dos répteis”, até que à 5 milhões de anos sugiram os primeiros homnídeos.

Atualmente assiste-se a uma crescente preocupação em observar uma dieta alimentar saudável, pobre em gorduras e da qual o peixe deve fazer parte, garantindo uma alimentação correta e equilibrada. O peixe é um alimento rico em proteínas, cálcio e outros nutrientes, sendo muito saudável, além de delicioso.


Sardinha

A sardinha é um peixe que pertence à família Clupeidae e tem um nome científico Sardina pilchardus. Geralmente de pequenas dimensões (10 -15cm de comprimento), caracteriza-se por possuir apenas uma barbatana dorsal sem espinhos. Boca sem dentes e de maxilar curto, com as escamas ventrais em forma de escudo. É um peixe pelágico (nada livremente na coluna de água) e forma frequentemente grandes cardumes. Na sua composição, apresenta um importante lipídio: o Omega-3.

Prós e Contras

Tem sido comprovado em estudos atuais que o consumo de alimentos como a sardinha previne alguns tipos de doenças cardiovasculares, por conter uma elevada quantidade de ácidos gordos essenciais do tipo Omega 3 (gordura poli-insaturada) na sua composição nutricional. Salienta-se que o teor lipídico da sardinha varia ao longo do ano.


O efeito benéfico ao nível das doenças cardiovasculares proporcionado pelo consumo deste alimento advêm de:

• Diminuição dos triglicerídeos e colesterol total no sangue;

• Diminuição do colesterol plasmático LDL e aumento do colesterol plasmático HDL;

• Redução da pressão arterial de indivíduos com hipertensão leve;

• Alteração da estrutura da membrana das células sanguíneas, tornando o sangue mais fluído.

A sardinha, apresenta ainda uma excelente fonte de proteínas completas e de alto valor biológico, ferro, fósforo, magnésio, vitaminas A, B, D, E e K.


Uma vantagem para o consumo deste alimento é o seu preço, sendo um alimento de elevada qualidade nutricional e com baixo custo. Contudo, não é o único alimento com as propriedades benéficas descritas anteriormente, pelo que o seu consumo deve ser intervalado devendo a alimentação ser diversificada e composta por sardinha e outros alimentos com equivalência nutricional, nomeadamente o salmão, a cavala, o arenque, entre outros.


Devemos ainda ter em atenção a forma como preparamos e confeccionamos a sardinha. A sardinha frita ou confeccionada no microondas compromete a estrutura dos ácidos gordos e as suas propriedades benéficas devido à temperatura atingida e reações químicas ocorridas, pelo que se deve dar preferência à sardinha assada ou cozida.


As conservas de sardinha, por outro lado, preparam-se em óleo ou azeite, em tomate ou molho de escabeche. São geralmente de boa qualidade, embora muito mais energéticas: o seu valor, por cada 100 gramas, é de cerca de 250 kcal, no caso das conservas em azeite ou óleo; 180 kcal, nas conservas de tomate.


Lado a lado com...

A sardinha apresenta características semelhantes a outros peixes do mesmo tipo: cavala, arenque, atum, salmão, entre outros, no que diz respeito à sua funcionalidade proveniente da composição em Omega 3. Quando confrontada com a composição lipídica da carne, deve ser dada preferência ao consumo de peixe uma vez que a carne apresenta um teor superior de gordura saturada.

Relativamente à composição proteica de elevado valor biológico a sardinha assemelha-se aos outros peixes, à carne ou aos ovos, sendo que:

100g peixe aprox.= 100g carne ou aprox.= 2 ovos ou aprox.= 20g proteína.

Nota:
(1)
O Celacanto era considerado extinto até que o primeiro espécimen vivo foi encontrado na costa leste da África do Sul, em 25 de dezembro de 1938. Nesta época, já se conheciam cerca de 120 espécies de Coelacanthiformes que eram considerados fósseis indicadores, ou seja, indicando a idade da rocha onde tinham sido encontrados. Todos esses peixes se encontravam extintos desde o período Cretáceo.

Bibliografia Pesquisada:


Bruton, M.N. in Paxton, J.R. & W.N. Eschmeyer (Eds) (1994). Encyclopedia of Fishes. Sydney: New South Wales University Press; San Diego: Academic Press [1995]. 240 pp.

John A. Long (1995). The Rise of Fish, 500 million years of evolution. The Johns Hopkins University Press. 223pp.




Algumas receitas:

Peixe Frito ao Molho de Camarão

Ingredientes


- 1/2 quilo de filé de peixe ( pescada, robalo, badejo, etc.)

- 1/2 quilo de camarão médio

- 2 tomates médio picado

- 1 ramo de cheiro verde

- 2 biribiri (2) médios

- 1 limão

- coloral

- Sal a gosto

- 100 ml de leite de coco

- 100 ml de água

- 2 colheres de sopa de azeite doce

- 1 colher de azeite de dendê

- óleo pra fritar o peixe


Modo de Preparo

Lave o peixe com limão e tempere com sal e o coloral, frite o peixe em outra travessa prepare o camarão, colocando o tomate, o cheiro verde , o biribiri e o sal, o azeite doce, o leite de coco a água, e quanto começar a ferver coloque o azeite de dendê.

Coloque o peixe frito numa travessa e depois jogue o molho de camarão em cima do peixe.





Pargo Assado

Ingredientes:

(Para 4 pessoas)

• 1 pargo com 1,2 Kg

• 1 colher de café de sal

• pimenta

• 2 cebolas

• 500 g de tomate maduro

• 3 dentes de alho

• 1e1/2 colheres de sopa de azeite

• 1e1/2 colheres de sopa de óleo especial

• 1 ramo grande de salsa

• 1 cálice de vinho branco

• 500 g de batatas


Modo de preparo


Depois do pargo preparado, dê 3 golpes no dorso. Coloque o pargo num tabuleiro e tempere-o com o sal e pimenta. À volta do pargo, disponha alternadamente as cebolas e o tomate, previamente cortados em rodelas. Espalhe sobre o pargo e os legumes os dentes de alho finamente picados. Regue tudo com azeite e o óleo especial para cozinha e introduza no tabuleiro a salsa, em dois ramos. Leve para assar em forno quente, durante cerca de 40 minutos. A meio deste tempo, regue com o vinho branco e introduza as batatas cortadas em cubos (ou feitas em bolinhas), previamente aferventadas durante 10 minutos.

Deixe acabar de assar.



Calorias 345 / Proteínas 31.9 g / Hidratos de carbono 30 g / Gordura total 11,1 g /

Gordura saturada 2 g / Colesterol 87 mg / Fibra 4,9 g / Sódio 384 mg

Dicas úteis:

As receitas de peixe são saborosas e simples, como o filé de peixe, que passado no amido de milho fica mais crocante e com menos óleo. O peixe assado, se colocado em cima de rodelas de cebola ou fatias de batata crua fica mais saboroso e não gruda na forma, o peixe grelhado que temperado com vinho branco ganha um sabor especial, o peixe frito que fica mais gostoso quando colocado um ramo de salsa no óleo, entre tantas outras receitas de peixe que dão água na boca.





Manjubinha Frita

Ingredientes:

1 kg de manjubinhas

2 colheres (de sopa) de coentro picado

Suco de 2 limões

1 cebola média ralada

Farinha de mandioca

Sal a gosto

Pimenta-do-reino a gosto

Óleo para fritura

Modo de preparo:

Limpe os peixinhos deixando-os com as cabeças. Lave em água corrente e escorra bem. Misture o suco de limão com o coentro e a cebola ralada. Tempere com sal e pimenta.

Coloque as manjubinhas no tempero, misture bem e deixe tomar gosto por 15 minutos. Escorra-as bem, passe-as na farinha de mandioca e frite em uma panela com bastante óleo quente, até que estejam tostadas e crocantes.

Escorra em papel-toalha.

Dicas:

Sirva com limão cortado em 4 gomos e molho de pimenta à parte.

Serve 6 pessoas.


(2) planta tropical da família Oxalidaceae, conhecida também como bilimbim, biri-biri (nome de um peixe),limão-da-índia ou limão-de-caiena. No sul do estado da Bahia o bilimbi é muito utilizado na preparação de moquecas ou mariscados.

Espero que tenham gostado. Qualquer dúvida, enviem um e-mail, para que possa tentar sanar a mesma e ...
...Bom Apetite!!!.


terça-feira, 20 de abril de 2010

A história do Salaminho.

A história do Salaminho


O mundo maravilhoso dos Salames, salaminhos e entubados.


Conversando com o companheiro William, as voltas com contratos para lá e contratos para cá, o mesmo me confidenciou ter uma certa predileção por um bom salaminho com rodelas de limão para regar uma noitada de um excelente bate-papo acompanhando a boa e única cerveja gelada.


Mas agora vocês devem estar perguntando, o que será que uma morena bronzeada tem a ver com  salaminho ou afins. Aguarde a surpresa no fim da pesquisa. Vá com calma e espere o momento certo.

O salaminho (salamino) ou o salame que consumimos aqui no Brasil, não podem ser comparados aos que são produzidos na Itália. Na América o salame foi reduzido a pré-cortados discos, em sanduíches e pizzas que mal se parece com seu xará italiano.



Salami (Salame) não é uma salsicha específica, é um termo genérico que descreve qualquer tipo de entubado produzido de carne sobretudo a suína. A origem da palavra vem do latim "Salumen", que descreve uma mistura de carnes salgadas. Como muitos outros produtos de porco italiano, o salame tem uma longa história, remontando até mesmo a Roma antiga. Ao longo destes séculos variações regionais, bem como técnicas de preparação foram criando vários tipos dessas salsichas.

Cada tipo de Salami (Salame) torna-se diferente de outro, é por isso que é difícil de descrever um método de produção em geral. No entanto, eles são todos parte da mesma família de entubados de porco e percorrem as mesmas etapas. O salame é diferenciado pela finura da carne moída e cada variedade tem um tipo diferente de consistência de carne, bem como uma mistura de especiarias diferentes. Em sua base, todo salame é feito com carne de porco, podendo agregar ou não especiarias e condimentos que incluem sal, pimentas preta ou vermelha, alho, vinho, maçã, erva-doce e, por algumas vezes, até canela. Alguns conservantes são usados, mas apenas em quantidades permitidas pelas leis de pureza alimentar e alguns salames também podem ser coloridos. Uma vez que estas combinações de carne e tempero são misturados e embalados, naturais ou sintéticas (por salame cozido) , a salsicha é envelhecidos em locais próprios.

Todas as variedades de salames devem compartilhar algumas determinadas características; por exemplo: a carne deve ser bem compactada com uma tonalidade vermelha / rosa, interior salpicado com grãos finos de gordura branca. Muito parecido com outra famosa lingüiça, a mortadela di Bologna, esses entubados não deve separar a gordura da carne, quando cortados.





Tipos de salame

Foram os imigrantes italianos, que em suas tradições trouxeram a arte da confecção do salame. No entanto, a diáspora italiana fez seu salame passar a ser produzido com o que eles encontravam em suas novas moradias. A tradição italiana é na maioria das vezes mantida. Cada região possui inúmeras variedades, mas há alguns que realmente se destacam e devem ser procuradas.

Finocchiona

Salame finocchiona é conhecido pela sua utilização de sementes de erva-doce (Finocchio) em sua mistura de especiarias. Esta variedade é feita com carne de porco finamente tenra e gordura Essa salsicha tem um sabor picante e é servida em fatias grossas. Seu envelhecimento pode levar de três a quatro meses em média.

Prosciutto

 É um produto amadurecido feita a partir de pernas de porco seleccionados, provenientes de suínos tendo pesos variando entre 160 e 180 kg (o chamado "suíno pesado"). Trata-se de forma alongada e em forma de pêra, de cor interna mais ou menos rosado, uniforme e cercado por uma camada de gordura. O aroma é perfumado, o sabor é delicado, ligeiramente salgado, gostoso e saboroso.
Napoletano

Salame Napoletano é semelhante a de pepperoni com o seu pequeno diâmetro, de cor vermelho distintivo e peperoncino picante. No entanto, esta variedade só é feita com carne de porco magra (pepperoni tem carne de porco e carne) e uma menor quantidade de gordura. Este salame não está ligado ao grau de muitas outras variedades, é simplesmente dobrada ao meio e amarrados em cada extremidade. Salami Napoletano é seco envelhecido por pelo menos seis meses e vêm em variedades de diferentes níveis de picante.

Felino

Salame di Felino é originário da região de alimentos ricos em torno de Parma. Esta salsicha seca, é reconhecida por sua forma irregular, acabam sendo um menor que o outro. O salame é envelhecido por três meses, Utiliza as condições climáticas semelhantes as usadas para criar o famoso Prosciutto di Parma. Período de maturação cerca de três meses em local não muito seco. Área de produção: as áreas Felino e montanhosas perto da fronteira com província de Parma.

Cacciatora

Salamini alla Italiani Cacciatora é uma salsicha, que é regulada por região seus ingredientes, bem como suas dimensões. Este salame é produzido em toda a Itália e é reconhecido pelo seu tamanho pequeno, adequado para um caçador (Cacciatora) para caçar com ele, pendurado em seu ombro. Este pequeno salame (salamino) não pode ser maior do que oito centímetros e pesam menos de 300 gramas.

Soppressata

Soppressata di Calabria é um salame com um período de envelhecimento curto, que ainda mantém uma textura macia. Este salame é feito da carne magra da cabeça do porco. A carne é então misturado com toucinho, pimenta, especiarias e vinho. Soppressata então é achatado e atados horizontalmente para formar várias seções. Este salame suave e delicado é cortado em fatias finas e com a mão.

Alguns dos mais renomados salames são os seguintes: Salame Milano (grão extremamente fino), Felino salame (grão médias empresas), o húngaro salame (grão fino e ligeiramente defumado), Napoli salame grão (fina) e suprimiu Veneta (médias grão), e pelo menos cinco tipos, a saber Brianza, Piacentino, Salame di Varzi, Soppressata da Calábria eo salame italiano cacciatora ter sido dado o reconhecimento comunitário DOP.

A arte de servir o Salame

Existem dois tipos básicos de salames ou salaminhos, o Soft ou salame cozido, tais como o Sopressata ou a mortadela, que devem ser servidos em fatias finas para obter o máximo de aroma e o Hard salame, que devido a sua idade ou seca, devem ser cortados de forma grossa o suficiente para ser capaz de ficar com sua borda. Qualquer tipo de salame é excelente como aperitivo, pois torna-se ousado o suficiente para ser servido acompanhado com outros ingredientes ou sozinho.


A dupla de detetives Mortadelo e Salaminho



Existiu uma dupla de atrapalhados espiões que deixou divertidas lembranças na memória de muita "gente grande". E ela era formada pelos inimitáveis Mortadelo e Salaminho.

Os engraçados personagens, criados pelo espanhol Francisco Ibáñez Talavera, nascido em 1936, em Barcelona, eram, inicialmente, uma paródia de Sherlock Holmes e Dr. Watson. Tiveram sua primeira história publicada em 1958, na revista Pulgarcito, da Editorial Bruguera.

Mortadelo e Salaminho são dois agente-secretos da T.I.A (Técnica em Informações Avançadas). A história da dupla começa quando nasce uma criança estranha. Por lembrar muito uma mortadela, seus pais lhe dão o nome de... Mortadelo!

Quando cresce, ele passa a adorar se disfarçar e assustar a todos. Por isso, Mortadelo e sua família são expulsos de onde moram, indo para outra cidade. E neste local nasceu outro garoto complicado. Chamado Salaminho, ele demonstra não ter aptidão para nada que não seja aprontar grandes confusões.

Mortadelo, já um jovem, arruma seu primeiro emprego como assistente do Professor Bactério, que desenvolve um experimento com um novo tipo de tônico capilar. O problema é que deixa Mortadelo completamente careca e revoltado! Quando os dois jovens estão desesperados por um emprego, encontram o anúncio de uma agência que precisa de um chefe e assistente. Ambos mal se encontram pela primeira vez e já saem "na mão", disputando o cargo de chefia, que fica, em definitivo, com Salaminho.

Após falir a agência e destruí-la literalmente, encontram outro classificado: A T.I.A (Técnicos de Informação Avançada) está realizando um vestibular para agente secreto. Embora sejam reprovados em todos testes, como só os dois se apresentaram, conseguem os empregos.

Assim, passam a executar as mais impossíveis missões, sempre fazendo tudo da maneira errada, em meio aos engraçados e originais disfarces usados por Mortadelo, entre eles borboleta, caracol, cavaleiro, polvo, avestruz, ginasta, pescador, músico, árabe, enfim, uma lista que tende ao infinito.

Outro ponto divertido é que não faltam participações famosas nas histórias. Entre outros, o Príncipe Charles e o General Pinochet já deram as caras. Super-heróis também costumam fazer rápidas aparições, como o Super-Homem e Tarzan.

Por tudo isso, os personagens extrapolaram os limites de sua terra natal, e são conhecidos em paises como Finlândia, Itália, Dinamarca, Alemanha e Holanda.

No Brasil, a dupla foi publicada pela RGE (atual Editora Globo), numa coleção mensal que saiu em bancas, primeiro em formato grande e depois em formatinho, e também pela Editora Cedibra, em belíssimos álbuns, que causam acirradas disputas comerciais de colecionadores em sebos e sites de leilões virtuais.

A série Ases do Humor (Magos Del Humor, no original) teve 29 álbuns publicados no Brasil, entre 1969 e 1975. A última edição foi lançada em 1978 (com o título Na Copa 78) e com uma tarja escrita "Especial" na capa. Confira:

1- O Sulfato Atômico;

2- Safári na Avenida;

3- Contra a Quadrinha de Torresmo;

4- Touradas em Madri;

5- O Caso do Bacalhau;

6- Ladrões da Pesada;

7- Contra Xapô, o Pirado;

8- A Máquina do Contratempo;

9- Contra Magin, o Mago;

10- Como Caçar um Quadro;

11- A Caixa das Dez Chaves;

12- A História de Mortadelo e Salaminho;

13- Os Agentes da T.I.A.;

14- O Outro "Eu" do Professor Bactério;

15- Operação Bomba;

16- Os Diamantes da Grã-Duquesa;

17- Os Invasores;

18- O Elixir da Vida;

19- Deu a Louca no Circo;

20- As Máquinas Envenenadas;

21- O Antídoto;

22- Os Monstros;

23- Nas Olimpíadas;

24- Os Inventos do Professor Bactério;

25- Ombro, Armas;

26- A T.I.A. contra a S.O.G.R.A.;

27- Inferno no Zôo;

28- Espiões e Trapalhões;

29- Na Copa 78.

No ano de 1996, a Editora Manole lançou o álbum Mortadelo e Salaminho - Terroristas, número 92 da série espanhola Olé!, com o selo do Gran Premio Salon Del Comics 1994, dedicado ao conjunto de sua obra. Esta edição, com um pouco de sorte, ainda pode ser encontrada em livrarias.

Os personagens continuam fazendo grande sucesso na Espanha, sendo considerados da mesma importância de Tintim ou Asterix. No ano passado, foi lançado por lá o filme La Gran Aventura: Mortadelo y Filemón, que atraiu milhões de pessoas aos cinemas do país.



Pesquisa e consulta:
www.universohq.com/.../museu_mortadelo_salaminho.cfm
pt.wikipedia.org/wiki/Salame

Ah! Vocês devem estar pensando que esqueci do que falei no começo não ? Pois bem, aí vai, seus mentes poluídas, a matéria não era sobre salames e salaminhos, então:




Até a próxima.

domingo, 4 de abril de 2010

Frango à Passarinho

Frango à Passarinho



Seguindo  a nossa seleção de petiscos, hoje postaremos para nossos amigos um breve relato da origem do Frango à Passarinho, sugestão solicitada pela amiga Luana Gomes. O Frango à passarinho é uma comida típica do Brasil. No entanto tem-se a remota desconfiança que tenha surgido no Sudeste, mais precisamente no Rio de Janeiro. Muito se tem falado não sobre  sua origem e sim, qual seria a melhor maneira de apreciá-lo, com as mãos ou usando talheres. Não há quem duvide que comer frango à passarinho sem usar os talheres é bem mais fácil.

O frango que encontramos nos mais variados bares, restaurante e botequins, consiste em vários cortes pequenos de frango, geralmente da asa, cortada em partes. Estes pedaços são fritos em óleo quente, sob imersão.

O frango à passarinho e o galeto são os pratos que causam mais saias justas na hora de comer. Sempre bate aquela dúvida: com a mão ou com o talher? Por isso, não é difícil presenciar cenas divertidas de comensais que exercitam sua habilidade ao máximo para degustar asinha de frango com garfo e faca.

Para facilitar a vida dos clientes, a Galeteria Via Dei Galli, no Castelo, passou a disponibilizar luvas de plástico. A idéia, segundo o gerente José Erivan de Oliveira Caetano, surgiu poucos meses após a abertura da casa, há nove anos. “Na época, o slogan era: ‘Venha comer o verdadeiro galeto ao primo canto com a mão’”, conta.

De acordo com ele, pela tradição gaúcha, o galeto deve ser pego com a mão. A luva foi uma adaptação feita em Campinas para difundir o costume por aqui.

E a iniciativa tornou-se um sucesso. Caetano diz que a maior parte dos clientes aderiu ao uso das luvas. “E nós sentimos que o aproveitamento da carne do galeto aumentou”, observa.

Muitas receitas ainda levam um molho alho e óleo por cima do frango já frito. Este molho é composto de alho torrado e bastante azeite. Outras incluem, além do alho e óleo, um pouco de salsinha para embelezar o prato e acentuar o sabor.

Frango à Passarinho simples com salsinha

Ingredientes:

• 1 frango (cerca de 1 kg e meio), em pedaços pequenos

• 3 cubinhos de caldo de galinha;

• Óleo para fritar;

• 1/2 xícara (chá) de salsa picadinha.

Modo de preparar:

1. Tempere o frango com o caldo de galinha, dissolvido em duas colheres de água fervente.

2. Deixe tomar gosto por duas horas.

3. Frite o frango em bastante óleo, até dourar de todos os lados.

4. Escorra em papel absorvente.

5. Polvilhe com salsa.

Frango à Passarinho na Cerveja

Ihgredientes:

500g de peito de frango

2 colheres de sopa de mostarda

suco de 2 limões

1 lata de cerveja

2 dentes de alho

óleo suficiente para fritar

Modo de preparar:

Corte o frango em cubos,

tempere-o com o suco de limão, a mostarda e sal a

gosto. Acrescente a cerveja e deixe descansar por

aproximadamente 1 hora.

Obs. Não tampe o recipiente.

Descasque e esmague as cabeças de alho e coloque-as no

óleo. Espero o óleo esquentar e frite os cubos.


Pesquisa e consulta:

http://www.amesa.com.br/
http://www.suareceita.com.br/
www.br.answers.yahoo.com/question/index
pt.wikipedia.org/wiki/Frango_à_passarinho

sexta-feira, 26 de março de 2010

Petiscos de Botequim...

Informação:

Conversando com um e outro companheiro, alguns petiscos vão saindo gradativamente, está na agulha pra sair o "sensacional frango à passarinho", solicitação de nossa amiga Luana do Mais Educação, dentro os muitos que ainda virão, só antecipando, teremos o aipim com carne seca (Anderson Marinho),  sanduíche Bauru (Alberto do Lourdes Campos), o salaminho com limão (William), camarão frito com limão (Claudinha) e o acarajé (do baiano Válter da informática), outros pedidos irão surgir com o decorrer do tempo e outros também acompanham os já pedidos e postados, como por exemplo a Batata frita da Luciana, também foi a solicitação da amiga Ludimila. É isso companheiros, procurarei atendê-los e fazer com que fiquem satisfeitos e ao mesmo tempo saciados com as informações pesquisadas. Um grande abraço.

                                                                                Alexandre Santos.



quinta-feira, 25 de março de 2010

A suposta história da Batata frita e suas origens...

História da Batata e da Batata frita




Apesar de de dez entre dez pessoas gostarem da batata frita, apresento aqui a solicitação de minha esposa e meus filhos, loucos por batatas fritas, a mesma inclusive troca qualquer refeição por um bom prato de fritas e nossos filhos não fogem à regra; pois, filhos de peixe, peixinhos são.

A batata, nome popular do tubérculo solanum tuberosum, é conhecida por vários povos em todo o mundo. Hoje, é o quarto alimento mais consumido pelo homem, atrás apenas do trigo, milho e arroz. Sua proveniência mais correta diz ser originária da Cordilheira dos Andes e das ilhas do arquipélago chileno e peruano, na América do Sul, lá a batata é cultivada há mais de 2.500 anos. De lá, espalhou suas sementes pelos quatro cantos do planeta, levada no século XVI para a Espanha e, posteriormente, em outros países.

É interessante lembrar que os botânicos da época chegaram a considerá-la um afrodisíaco. Somente anos depois foi aceita como alimento, sendo mais cultivada principalmente na Irlanda e na Alemanha. Hoje, ela está presente no cardápio básico de quase todos os países, notadamente nos de clima temperado.

A batata está presente em solo europeu desde tempos imemoriais, sendo uma das principais fontes de amido do homem. Muito ainda se questiona, sobre a verdadeira origem da batata frita. A discussão principal está entre Bélgica, França e Espanha. O historiador belga Jo Gerard já menciona batatas serem fritas em 1681 nos Países Baixos Espanhóis, onde hoje se situa a atual Bélgica.

Na França há registros de receitas de batatas fritas no livro Les Soupers de la Cour, de Menon, em 1758. Inventada pelo médico francês Antonie Augustin (1772),  ele estudou as plantas com amido, especialmente as batatas. Anos depois, com o apoio do rei Luís XVI, criou uma campanha para a cultura da raiz. Em alguns países o nome do prato faz alusão à origem francesa, como french fries (fritas francesas), em inglês, onde sua forma mais conhecida é a de palitos. Histórias contam que as batatas fritas foram usadas pela 1ª vez num jantar de gala, em homenagem a Benjamim Franklin. Ele, pelo que dizem, não gostou da novidade.

Há ainda a alegação do prato ter sido criado na Espanha, primeiro país a receber as batatas do Novo Mundo. De acordo com o curador do Frietmuseum de Antuérpia, Bélgica; primeiro museu dedicado à Batata frita, Professor Paul Ilegems; Santa Teresa d'Ávila teria fritado as primeiras batatas, de acordo com o costume da cozinha Mediterrânea de pratos fritos. O museu encontra-se Instalado no mais antigo edifício de Bruges, do século 14, o Frietmuseum (Museu da Frita, em flamengo, dialeto holandês) pretende explicar essa afirmação "de forma didática", segundo seus fundadores, as peças expostas contam a história da batata desde sua origem no Peru, até sua chegada na Europa, pelas mãos dos conquistadores espanhóis, e a chegada à todo mundo, depois que soldados americanos e britânicos que lutavam na primeira Guerra Mundial, provaram do tubérculo frito vendidos nos portos belgas. O museu mostra a presença do prato na produção literária e artística belga, e apresenta objetos representativos do culto a batata frita na Bélgica.



Entrada do Museu da Batata Frita na Bélgica.


Embora não se possa determinar com precisão quem inventou a batata frita, pode-se determinar quem a aperfeiçou: os belgas. Na Bélgica, as batatas fritas são consideradas verdadeiras especialidades locais. Chega-se ao exagero de se dizer que, se você esteve na Bélgica e não comeu batatas fritas (de preferência, com cerveja), então você não esteve na Bélgica (mais ou menos como ir a Roma e não ver o Papa). Em todos os cantos de Bruxelas, capital da Bélgica, existem barraquinhas vendendo batatas fritas que, ao contrário da verdadeira mania americana do catchup, são consumidas à moda belga, com maionese. O termo americano para batatas fritas, french fries, na verdade é uma referência aos belgas; é que na Bélgica, 80% da população fala francês. Mas não é preciso ser belga ou americano ou espanhol ou italiano para gostar de batatas fritas.

Na verdade, quando você estiver com alguma dúvida sobre que acompanhamento servir para alguma refeição, experimente descascar, cortar e fritar algumas batatas. Todo mundo adora. É batata.

Consultas e pesquisas:


idealdicas.com/dica/?

pt.wikipedia.org/wiki/Batata_frita

iberica.forumeiros.com/batatas-fritas

BBC Brasil.com in: jullydream11.multiply.com