Recados, receitas e sugestões...

sábado, 7 de novembro de 2009

Continuação - Queijo - Como cortar - Parte IV

COMO CORTAR

A arte de cortar um queijo assume um papel crucial na sua apresentação, e no controle da oxidação da parte excedente, (que tende a ser maior ou menor consoante a linha de corte), o que pode alterar o seu sabor.


Queijos cilíndricos altos e grandes ou baixos:

Como Gruyère,Itálico e Gouda, devem ser partidos em cunhas (triângulos), partindo do centro. A seguir pode-se fatiar cada cunha em quatro partes.
Para os queijos cilíndricos baixos, como o Brie, vale a mesma regra.




Queijos cilíndricos horizontais:

Os queijos cilíndricos horizontais, como o Provolone, devem ser partidos em fatias e, a seguir, em cunhas partindo do centro de cada fatia.



Queijos pequenos:

Queijos pequenos, de formato cilíndrico, como o Minas Light e o Camembert devem ser partidos em até oito fatias triangulares.
Os queijos com menos de 100g devem ser partidos em metades



Queijos redondos:

Os queijos esféricos, como o Edam, devem ser partidos em quartos, podendo-se utilizar de facas especiais para facilitar a operação.



Queijos em forma de pirâmide:

A partir do ponto mais alto, corta-se um triângulo.

Continuação - Queijos - Como Servir - Parte III

COMO SERVIR

Houve uma época em que os queijos eram servidos no lugar da sobremesa nos países europeus. Até hoje, os queijos costumam ser servidos para finalizar a refeição (antes ou depois da sobremesa) em países como França, Grã-Bretanha e Itália. Saiba como escolher os queijos e acompanhamentos para compor uma tábua de queijos, seja para terminar uma refeição ou para servir como aperitivo.
Os queijos devem ser servidos sem invólucro ou qualquer tipo de embalagem.

Não corte o queijo muito antes de servi-lo, para evitar que forme casca ou altere seu aroma e sabor.

Não retire a casca do queijo, (no caso de queijo com casca grossa), deixando que isso seja feito no momento do consumo.No caso de alguns queijos, como o Brie e o Camembert, a casca pode ser consumida.

O primeiro passo é escolher as categorias de queijo de sua preferência. Não é necessário ter queijos de todas as categorias, mas é interessante incluir queijos de diferentes texturas e sabores, dos suaves aos mais fortes (inclua pelo menos um de leite de cabra ou de ovelha). É importante também ter uma variedade de cores e formatos (evite servir todos no mesmo formato). Se possível, use facas próprias para queijos e jamais espete-os com um garfo no momento de cortar.

Os bons queijos deveriam ser degustados ao natural, sem nenhum acompanhamento. Portanto, ao escolher itens para acompanhar uma tábua de queijos tenha em mente que o sabor deve ser sutil e não pode mascarar o ingrediente principal.

Veja algumas sugestões:

· Pães frescos, de casca crocante e sabor neutro, para não "brigar" com o queijo. Nada de pães com frutas secas, nozes, tomate ou azeitona.

· Frutas da época também podem ser incluídas. Mas evite as de sabor mais ácido (limão, abacaxi, kiwi) e as muito doces. As mais indicadas são maçã, pêra, uva e figo.

· Frutas secas, como uva passa, damasco, ameixa e figo, combinam muito bem com queijo, principalmente os duros, como o parmesão e o pecorino.

· As frutas oleaginosas, como noz, castanha de caju, castanha-do-pará, amêndoa e avelã, também são bons acompanhamentos.

Continuação - Queijos - Classificação - Parte II

CLASSIFICAÇÃO DOS QUEIJOS:


Definição:

Entende-se por queijo o produto fresco ou maturado que se obtém por separação parcial do soro do leite ou leite reconstituído (integral, parcial ou totalmente desnatado), ou de soros lácteos, coagulados pela ação física do coalho, de enzimas especificas, de bactéria específica, de ácido orgânicos, isolados ou combinados, todos de qualidade apta para uso alimentar, com ou sem agregação de substâncias alimentícias e/ou especiarias e/ou condimentos, aditivos especificamente indicados, substâncias aromatizantes e matérias corantes.

Queijo fresco o que está pronto para consumo logo após sua fabricação.

Queijo maturado o que sofreu as trocas bioquímicas e físicas necessárias e características da variedade do queijo.

A denominação QUEIJO está reservada aos produtos em que a base láctea não contenha gordura e/ou proteínas de origem não láctea.



Classificação:

A seguinte classificação se aplicará a todos os queijos e não impede ao fabricante de denominações e requisitos mais específicos, característicos de cada variedade de queijo que aparecerá, nos padrões individuais.


Quanto ao conteúdo de matéria gorda (gordura) no extrato seco:

* Extra Gordo ou Duplo Creme: quando contenham o mínimo de 60%.

* Gordo: quando contenham entre 45,0 e 59,9%.

* Semi-gordo: quando contenham entre 25,0 e 44,9%.

* Magros: quando contenham entre 10,0 e 24,9%.

* Desnatados: quando contenham menos de 10,0%.


Quanto ao conteúdo de umidade:

* Queijo de baixa umidade (geralmente conhecidos como queijo de massa dura): umidade de até 35,9% (queijo parmesão, grana).



* Queijos de média umidade (geralmente conhecidos como queijo de massa semidura): umidade entre 36,0 e 45,9%(queijo prato).



* Queijos de alta umidade (geralmente conhecido como de massa branda ou "macios"): umidade entre 46,0 e 54,9%(queijo minas padronizado).



* Queijos de muita alta umidade (geralmente conhecidos como de massa branda ou "mole"): umidade não inferior a 55,0% (queijo cottage, frescal).



Quando submetidos ou não a tratamento térmico logo após a fermentação, os queijos de muita alta umidade se classificarão em:

=> Queijos de muita alta umidade tratados termicamente.

=> Queijos de muita alta umidade.

Um novo recomeço...



Para você LUCIANA, que completa minha existência, minha companheira nesses últimos vinte anos e que espero esteja nos próximos vinte que virão. Dedico a você esse momento, de reflexão, discernimento, erros e acertos, mas acima de tudo de companheirismo,afeto e compreensão. Obrigado.

Hoje, a dois dias de completar quarenta, meu coração se apequenou e se viu perdido, sentiu deixar escapar os mais íntimos desejos e vontades e sentiu o craquelar do cristal. Percebeu que em sua pequenês, foi longe e se sentiu diminuto. Não se sentiu dígno de pena, mas se sentiu ausente de carinho, afeto e amor. Percebeu que errou e errando deu margem as cobranças e as cobranças, suscitam desconfianças, sentimentos duros e difíceis de assimilar, Sheakespeare já dizia ao longo de sua vasta experiência que...DEPOIS DE ALGUM TEMPO VOCÊ APRENDE A DIFERENÇA ENTRE DAR A MÃO E ACORRENTAR A ALMA. E VOCÊ APRENDE QUE AMAR NÃO SIGNIFICA APOIAR-SE, QUE COMPANHIA NEM SEMPRE SIGNIFICA SEGURANÇA, E COMEÇA A APRENDER QUE BEIJOS NÃO SÃO CONTRATOS, E QUE PRESENTES NÃO SÃO PROMESSAS.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem costume de cair em meio do vão.depois de algum tempo você aprende que o sol queima se ficarmos expostos a ele por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam. ACEITA QUE NÃO IMPORTA O QUÃO BOA SEJA UMA PESSOA, ELA VAI FERI-LO DE VEZ EM QUANDO E VOCÊ PRECISA PERDOÁ-LA POR ISSO.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança, e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto de sua vida, e que os amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não devemos mudar de amigos se compreendermos que eles mudam. Aprende que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
DESCOBRE QUE AS PESSOAS COM QUEM VOCÊ MAIS SE IMPORTA, SÃO TOMADAS DE VOCÊ MUITO DEPRESSA, POR ISSO DEVEMOS DEIXAR AS PESSOAS QUE AMAMOS COM PALAVRAS AMOROSAS, POIS PODE SER A ÚLTIMA VEZ QUE A VEJAMOS. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não devemos nos comparar aos outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que você controla os seus atos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada ou frágil seja sua situação, sempre existem dois lados. APRENDE QUE HERÓIS SÃO PESSOAS QUE FIZERAM O QUE ERA NECESSÁRIO FAZER, ENFRENTANDO AS CONSEQUÊNCIAS.
Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajuda a levantar-se; aprende que a maturidade tem muito mais a ver com os tipos de experiências que se teve e o que você já aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou; aprende que há mais dos seus pais em você do que você imagina. APRENDE QUE NUNCA SE DEVE DIZER A UMA CRIANÇA QUE SONHOS SÃO BOBAGENS; POUCAS COISAS SÃO TÃO HUMILHANTES, E SERIA UMA TRAGÉDIA SE ELA ACREDITASSE NISSO.
APRENDE QUE QUANDO SE ESTÁ COM RAIVA SE TEM O DIREITO DE ESTAR, MAS ISSO NÃO TE DÁ O DIREITO DE SER CRUEL
. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer, não significa que esse alguém não o ama com tudo que pode; pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, porque algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade que você julga, você pode ser em algum momento condenado. APRENDE QUE NÃO IMPORTA EM QUANTOS PEDAÇOS O SEU CORAÇÃO FOI PARTIDO, O MUNDO NÃO PÁRA PARA QUE VOCÊ O CONSERTE. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você realmente aprende que pode suportar, que realmente é forte e que pode ir muito mais longe do que quando se pensa que não se pode mais. Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! NOSSAS DÚVIDAS SÃO TRAIDORAS E NOS FAZEM PERDER O BEM QUE PODERÍAMOS CONQUISTAR, SE NÃO FOSSE O MEDO DE TENTAR!



FAXINA NA ALMA


Não importa onde você parou...
em que momento da vida você cansou...
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
é renovar as esperanças na vida e o mais importante...
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado...
Chorou muito?
foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora...
Pois é... agora é hora de reiniciar... de pensar na luz...
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Um corte de cabelo arrojado... diferente?
Um novo curso... ou aquele velho desejo de aprender
pintar... desenhar... dominar
o computador... ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio...
quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho?
besteira...
tem tanta gente que você afastou com o seu "período de
isolamento"...
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para "chegar" perto de
você.
Quando nos trancamos na tristeza...
nem nós mesmos nos suportamos...
ficamos horríveis...
o mal humor vai comendo nosso fígado...
até a boca fica amarga.
Recomeçar... hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar? ir alto... sonhe alto... queira o
melhor do melhor...
queira coisas boas para a vida...
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos...
se pensamos pequeno... coisas pequenas teremos...
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor...
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental...
joga fora tudo que te prende ao passado...
ao mundinho de coisas tristes...
fotos... peças de roupa, papel de bala... ingressos de
cinema...
bilhetes de viagens...
e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos
julgamos apaixonados...
jogue tudo fora...
mas principalmente... esvazie seu coração...
fique pronto para a vida... para um novo amor...
Lembre-se somos apaixonáveis...
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
afinal de contas...
Nós somos o "Amor"...
Porque somos do tamanho daquilo que vemos, e não do
tamanho da nossa
altura. Sempre vai existir um ser além de nós, e confia
nele agora, que ele guiará os teus passos ..

(Carlos Drummond Andrade)

QUEIJOS DO CAMPO A MESA DEZ MIL ANOS DE HISTÓRIA E TRADIÇÃO

Título:QUEIJOS DO CAMPO A MESA DEZ MIL ANOS DE HISTÓRIA E TRADIÇÃO.





Editora: MELHORAMENTOS
Autor: LEANDRO, JAIR JORGE
1ª Edição - 2008
176 pág

Neste livro, o leitor encontra - a origem e a história do queijo; os principais queijos do Brasil e do mundo; como servir; dicas para auxiliar na compra e na conservação dos queijos; diversas receitas de pratos e Fondues; como harmonizar com vinhos e cervejas.

História do Queijo. Parte I.


História do queijo


"És forte porque estás próximo
da origem da criatura.
És nutritivo porque mantens
o melhor do leite.
És quente, porque és gordo..."

Hipócrates - 450 a.C.





Segundo a lenda, o queijo teria sido descoberto por um dos filhos de Apolo, Aristeu, Rei de Arcádia. A Odisséia de Homero (século VIII a.C.) descreve o Ciclope fazendo e armazenando queijo do leite de ovelha e cabra. A tradução de Samuel Butler:
“ Nós logo alcançamos sua caverna, mas ele estava fora cuidando das ovelhas, então entramos e fizemos um levantamento de tudo que pudéssemos ver. Sua prateleira estava lotada com queijos, e ele tinha mais cordeiros e cabritos que seus currais podiam conter...
Quando ele terminou, sentou-se e ordenhou suas ovelhas e cabras, tudo em seu devido tempo e, em seguida, levou cada uma delas para junto de suas crias. Ele coalhou metade do leite e colocou-o de lado em peneiras de vime.
”

Se bem que se ignorem muitos pormenores sobre as origens exatas deste alimento, a História confirma a sua antiguidade.
O queijo é um alimento antigo cuja origem é anterior à Pré-História. Não há qualquer evidência conclusiva indicando onde a produção de queijo teve origem, se foi na Europa, Ásia Central ou Oriente Médio, mas essa prática já havia se propagado na Europa antes mesmo dos romanos e de acordo com Plínio, o Velho, tinha tornado-se um sofisticado empreendimento quando do início da formação do Império Romano.
Propor uma data para a origem do queijo pode variar desde aproximadamente 8.000 a.C. (quando as ovelhas foram pela primeira vez domesticadas), até por volta de 3.000 a.C.. O primeiro queijo pode ter sido feito por pessoas no Oriente Médio ou pelos povos túrquicos nômades da Ásia Central.
Os egípcios estão entre os primeiros povos que cuidaram do gado e tiveram, no leite e no queijo, fonte importante de sua alimentação. Isso foi possível porque o fértil vale do Nilo possuía pastagens cheias de gado . Tão importante era o bovino para os egípcios que a simbologia desse povo eternizou sua importância colocando chifres de vaca sobre a cabeça da deusa Hathor. Queijos feitos de leite de vaca, de cabra e de ovelha também foram encontrados em muitas tumbas egípcias.

Passagens bíblicas registram o queijo como um dos alimentos da época. Na Europa, os gregos foram os primeiros a adotá-lo em seus cardápios, feito exclusivamente com leite de cabras e de ovelhas, animais que criavam. Entretanto, os romanos foram os responsáveis pela maior divulgação dos queijos pelo mundo. Na expansão de seu Império eles levaram vários tipos à Roma. Elevaram o nível do queijo, transformando-o de simples alimento para uma iguaria indispensável nas refeições dos nobres e em grandes banquetes imperiais. Os romanos apreciavam o queijo, do qual fabricavam inúmeras variedades e cujas virtudes conheciam, pois utilizavam-no na alimentação dos soldados e atletas.
Com uma relação profunda com a mitologia e as divindades, o leite e o queijo tiveram maior abrangência na antiga Suméria, passando pelas civilizações Babilônica e Hebraica, e acabando na Antiga Grécia e na civilização romana. Na Idade Média os queijos atingiram um dos pontos mais altos no que se refere à higiene. Certas ordens religiosas ganharam reputação por causa da qualidade dos seus queijos, devido às rígidas regras de higiene em sua manufatura. Tanto que o nome queijo deriva do termo medieval formatium, ou “queijo colocado na forma”.
O queijo primitivo era apenas o leite coagulado, desprovido de soro e salgado. A partir da Idade Média, a fabricação de queijos finos ficaria restrita aos mosteiros católicos, com novas receitas desenvolvidas por seus monges.

Com efeito, admite-se que tenha sido inventado antes da manteiga. Os Assírios, os Caldeus e os Egípcios e, posteriormente, os Gregos e os Romanos apreciavam o queijo, do qual fabricavam inúmeras variedades e cujas virtudes conheciam, pois utilizavam-no na alimentação dos soldados e atletas.
Em Planto, no comediógrafo Romano, pode ler-se a categoria que atingia o queijo (caseus) na antiga Roma.
Em Roma nasceu o comércio do queijo, Llegaban a capital de todas as províncias italianas, mas também outras mais distantes como Nimes, Saboya e regiões atualmente da Suíça, importava-se o "caseus alpino" para Roma. Nos tempos romanos, o queijo era um alimento diário e sua produção uma arte muito desenvolvida, não muito diferente do que é feito hoje em dia. A obra escrita De Re Rustica (sobre as coisas do campo) de Columella (cerca do ano 65) descreve um processo de produção de queijo utilizando a coagulação do leite pelo coalho, separação do soro, salga e maturação. A Naturalis Historia (77) de Plínio dedica um capítulo (XI, 97) para descrever a diversidade de queijos consumidos pelos romanos do início do Império. Ele afirmou que os melhores queijos vinham das aldeias perto de Nîmes, mas não tinham longa durabilidade e precisavam ser consumidos frescos. Os queijos dos Alpes e Apeninos eram notáveis por suas variedades, assim como ocorre hoje em dia. O queijo lígure era apreciado por ser feito apenas de leite de ovelhas e alguns queijos produzidos nas vizinhanças eram muito pesados. O queijo de leite de cabra era um gosto recente em Roma, aperfeiçoados com o "sabor medicinal" dos queijos similares da Gália através da defumação. Dos queijos de regiões fora do Império, Plínio dava preferência àqueles da Bitínia na Ásia Menor.
A elaboração deste alimento tão apreciado por nós baseia-se em três descobertas fundamentais, que permaneceram para sempre.
A primeira é a obtenção do leite, há mais de 10.000 anos. Este é utilizado pelo homem como componente da sua alimentação, desde que surgiu a idéia de ordenhar os animais para beber o seu leite.
Não lhes passava despercebida a influência da temperatura. Nas caves, devido ao fogo e ao calor, o leite coalhava rapidamente. Foi assim que nasceu a segunda descoberta, o conhecimento técnico de queijaria, que rapidamente conduziu a outro: quando o leite coalhava e solidificava, escorria um líquido e a coalhada ficava mais consistente.
Mais tarde acelerou-se este processo, colocando o leite coalhado numa cesta de vime ou outro recipiente provido de furos, para deixar correr o "soro".
Deste modo se produz uma pasta branca e consistente (o requeijão, que ainda hoje é produzido pelo mesmo processo).
A terceira descoberta em matéria de queijos é o coalho, enzima digestiva que se extrai do estômago dos cabritos.
Do longo caminho do queijo e da queijaria através dos tempos, desde a Antiguidade, passando pela Idade Média, até aos nossos dias, havia muitas coisas interessantes para contar…
Foram numeradas cerca de 400 espécies de queijo em todo o Mundo e através dos séculos: cada variedade adquiriu, a pouco e pouco, reputação própria e completam agradavelmente qualquer refeição.
A autenticidade dos queijos reveste-se de grande importância, pois em muitos países existe um regulamento sobre o seu fabrico e os seus certificados de origem, caso de Portugal.
No fim da refeição, e antes dos doces ou frutos, deve servir-se um prato de queijo, composto de queijos variados, escolhidos conforme a época e acompanhados de nozinhas de manteiga, cominho, um moinho de pimenta e pratos com fatias de pão escuro, pão branco e de centeio.
Os queijos deverão ser apresentados sem invólucro ou qualquer embalagem e sobre uma camada de folhas de vinha.
Com uma relação profunda com a mitologia e as divindades, o leite e o queijo tiveram maior abrangência na antiga Suméria, passando pelas civilizações Babilônica e Hebraica, e acabando na Antiga Grécia e na civilização romana. Na Idade Média os queijos atingiram um dos pontos mais altos no que se refere à higiene. Certas ordens religiosas ganharam reputação por causa da qualidade dos seus queijos, devido às rígidas regras de higiene em sua manufatura.
O queijo primitivo era apenas o leite coagulado, desprovido de soro e salgado. A partir da Idade Média, a fabricação de queijos finos ficaria restrita aos mosteiros católicos, com novas receitas desenvolvidas por seus monges.
Com o advento das feiras e mercados nos séculos XIV e XV, algumas queijarias de regiões remotas ficaram mais visadas. No século XIX aconteceu o grande boom no consumo do queijo, afinal, a sua produção que era artesanal passou para a ordem industrial. Paralelamente, um fato também encorpou essa virada: a pasteurização.
Roma difundiu uma padronização de técnicas na produção de queijos por quase toda a Europa, e introduziu sua produção em áreas onde não havia uma história anterior relacionada a ele. Quando houve o declínio de Roma e o comércio de longa distância diminuiu, o queijo na Europa ganhou uma maior diversificação, com vários locais desenvolvendo suas próprias técnicas de produção e de produtos. A Câmara Britânica de Queijos alega que a Grã-Bretanha possui aproximadamente 700 locais distintos de produção de queijos; a França e a Itália têm talvez 400 cada. (Um provérbio francês diz que há um tipo diferente de queijo francês para cada um dos dias do ano, e Charles de Gaulle uma vez perguntou: "como você pode governar um país no qual existem 246 tipos de queijo?") Ainda assim, o avanço da arte da produção do queijo na Europa foi lenta durante os séculos que se seguiram à queda do Império Romano. Muitos dos queijos mais conhecidos hoje em dia foram pela primeira vez registrados no final da Idade Média ou depois dela— queijos como cheddar por volta de 1500, Parmesão em 1597, Gouda em 1697, e Camembert em 1791.
Em 1546, John Heywood escreveu em Proverbes que "a lua é feita de queijo verde". (Verde pode não estar referindo-se aqui a cor, como muitos atualmente pensam, mas ao fato de ser novo ou imaturo.) Variações deste sentimento foram por muito tempo repetidas. Embora algumas pessoas presumam que este era uma crença no período anterior à exploração espacial, é mais provável que Heywood tenha cometido um disparate.

pt.wikipedia.org/wiki/Queijo

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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Queijos.

A partir de agora passaremos a tratar de queijos, portanto descreverei para vós, amigos e seguidores, a história do queijo, os tipos de queijos existentes, características e qualidade. Também descreverei os vinhos adequados para serem consumidos como acompanhamento. Um grande abraço.